terça-feira, 20 de novembro de 2012

Minha tão amada,


 Sendo eu esse ser noturno, são nas quase manhãs que minha mente bombardeia e se esperneia clamando por você. Quando o sol lança seus primeiros raios luminosos ao horizonte, minha vista embaça, minha mente gira e minha face cora enquanto meus músculos se trepidam bruscamente em plena saudade de te caber. Curvas...  Partes sinuosas, partes sem curvas que sinto falta de me envolver e de rolar. E de “passarelar” as pontas dos dedos em seu todo até que Morfeu dê-me a dádiva de sonhar. Sinto falta do quanto me aquece teu corpo que se molda ao meu quando num abraço, que sem os braços, me envolve no pleno prazer de arrancar de meus lábios os puros fiascos de um sorrir
  Essa saudade me atormenta, meu amor.  Tira-me a calma e desalenta os olhos que com suspiros finais, falecem sem encontrar no teu colo, a proteção do teu calor. E a mente durante os sonhos interruptos, é só tormenta que assiste. É só dor que reflete, é só medo que reside.
 Não suporto mais a sua ausência e esgoelo-me em praça se for preciso. Grito a mil públicos que odeiam nosso nós, que somos o infinito. E aos que nos querem separadas, dou meu desprezo a esmo e digo que estar sem amar –lhe, não me permito. Aos que de nossa alegria e paixão compartilham, dou-lhes minha reverência. Aplaudo aos que compartilham dessa minha cadência. E se por fim o mundo vier a acabar amanhã, importar-me-á apenas jazer eternamente sobre você, amada cama da minha residência.

Por Ana O.L. 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Seu chão

"És minha segurança, minha certeza, meu chão", você dizia. Que sou seu tudo, seu mundo, mas que simplesmente não mais me queria.
 Pois não se aborreças, meu bem. Entendo e compreendo e não lhe cobro nenhum vintém. Acontece de tu seres um anjo com asas em formação que só necessitaras de mim enquanto estavas insegura de sua real aptidão.
 Desde cedo fora assim, desde o começo eu já previra o fim. Vi-lhe a cada dia que passava, esticar e alongar as lindas penas de suas asas douradas. Tu as debatias, chacoalhava-as e não levantavas voo de sua sacada. Então eis que tirei-lhe da sacada e mostrei-lhe os musicais de aquarelas do lado de fora. Você deslumbrou-se com tanta novidade e quis a liberdade,
 E agora?
 Agora era hora. Tu tinhas de aprenderes a voar e eu tinha de suportar e lhe ensinar. Tu começaras a agitar suas penas e asas e não saías do lugar, enquanto pulavas, pulavas e por fim, se espatifavas ao aterrissar. Até que os pulos se alongaram, as corridas se esticaram e de pulo longo em pulo longo, tu levantaras voo e nossas visões enfim se afastaram.
 Pois que voe anjinho pouco meu, e alcances no céu a plenitude. É ao céu que tu pertences, é da liberdade que derivas tua virtude. Quanto ao teu chão que sou, estarei sempre aqui estagnado. Sempre esperando seus pousos emergenciais destrambelhados. Enquanto tu tomas o mundo em mãos, estarei eu-chão embriagado e desesperado olhando ao alto na medíocre esperança de te enxergar e no final desse seu aprendizado, serei o chão abandonado do anjo ingrato que só insiste em voar.


 Por Ana Lagedo

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Labirinto de letrinhas

Não há maior gratidão
Do que a minha por ela,
Assim como não há paixão
Tão forte, tão viva, tão bela...
Faltam-me bocas e palavras para descrever.
Sobra-me vontade, mas falta-me
Vocabulário para transparecer
Já que qualquer vocábulo é pouco
Para expressar o que sinto em simples dizer.

Digo apenas o que sei
E sei que nos tantos milhões de hectares
Da terra, não há outra que tanto desejei e outra,
Sei que não encontrarei;
Dentre os tantos litros das aguas em sal,
Não há mulher sereia, não há serpente,
Nem criatura magica existente,
Que tenha para mim, beleza maior ou igual.

Ela é a força dos meus braços que esmurram
As portas da vida quando estas não querem deixar-me entrar.
É a bela e reluzente luz que me guia
Quando a escuridão da incerteza me cega
Com a intensão de confundir meu caminhar.
Ela é a cor que meus olhos fitam,
O puro e doce ar que meus pulmões inspiram.
E expiram.
Ela é no conjunto do meu todo,
O dobro dele e um pouco mais.
É minha vontade, minha sede que não passa,
Minha fome.
E ao mesmo tempo é o alimento
Das minhas necessidades mais vitais.

E com cada texto que escrevo,
Cada poema que ela me inspira,
Cada um desses aglomerados de letras
Que em uma só pagina não fica.
Ultrapassando versos, dobrando paginas e linhas.
Espremendo a letrinha miúda,
Que fica no cantinho, caída.
Vou fazendo rodeios de letrinhas, labirintos sem saída.
Para fazê-la ver e crer, no final,
Que ela é o amor da minha vida.


Por:
Ana Lagedo

domingo, 14 de agosto de 2011

Deixe-me

Deixe-me, amor, insistir ao tempo
Para que ele não passe.
Se ele passa, vai rápido demais...
Se ele parasse, nós não nos separaríamos
Não olharíamos o relógio caso a hora mudasse
Dizer até mais, nunca mais!

Permita-me, meu bem, lacrar as cortinas
Para que o escuro prevaleça.
E ser noite toda hora para deitarmos abraçadas...
Agarradas, amarradas.
E ficarmos assim ate que o dia amanheça.

E por fim, minha tão linda
Permita-me que a ame além do que sou...
Que a deseje além do que posso,
Além do que devo.
Que doe a você cada partícula de mim
Além do que há no mundo em que estou.


Por: Ana Lagedo

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Máscaras

(...)COLOMBINA , sorrindo e tomando ambos pela mão:

Não! Não me compreendeis... Ouvi, atentos, pois meu amor se compõe do amor de todos dois... Hesitante, entre vós, o coração balanço:


A Arlequim:

O teu beijo é tão quente...

A Pierrot:

O teu sonho é tão manso...

Pudesse eu repartir-me e encontrar minha calma dando a Arlequim meu corpo e a Pierrot a minh’alma! Quando tenho Arlequim, quero Pierrot tristonho, pois um dá-me o prazer, o outro dá-me o sonho!
Nessa duplicidade o amor todo se encerra: um me fala do céu... outro fala da terra!
Eu amo, porque amar é variar, e em verdade toda a razão do amor está na variedade...
Penso que morreria o desejo da gente, se Arlequim e Pierrot fossem um ser somente,
porque a história do amor pode escrever-se assim:

PIERROT
Um sonho de Pierrot...

ARLEQUIM

E um beijo de Arlequim!

Por Menotti Del Picchia.

Eu amo esse conto.

domingo, 7 de novembro de 2010

Tamara, Samara ou Iara

Não.
Não era seu beijo,
logo não tinha o bracejo
de nenhum pouco de meu desejo.

Sim.
Lembro-em ter admitido
a necessidade de deixá-la ir
sem a impedir, sem ressentir
ou insistir.

Mas aquele lábio não era tão vívido.
Não era da minha megera.
Era de Tamara, Samara...
Ou era Iara?
Mas não era daquela que
enquanto o beijo não para
o desejo dispara,
a mente enlouquece,
enquanto o sangue aquece,
a ponta do dedo que estremece
e a vontade mostra a cara
mostra o acentuado desejo
pela carne da qual carece.

Não. não quero outra qualquer.
Sim. A deixei. Precisei deixá-la partir.
Talvez por esse amor não existir
ou para manter naquele rosto, o sorrir.
Ainda que com a plena certeza
de que aquela carne é a unica que meu corpo quer
e requer.
Ainda que sem desejar outra que vier,
Manterei-me na saudosa e aguada vontade
de abraçar meu corpo
no corpo daquela mulher.

Por Psy O.L

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Carta

Que mantenha-se explícito nessas palavras quaisquer, que eu, no auge dessas tolices apaixonadas
ainda insisto em nomear-lhe minha, sem que seja minha mulher.
Veja você que burrice! Estou ainda estagnada num auge que a muito, já passou.
E nessa plena teimosia iludida, vivo ainda soprando faíscas em cinzas
na esperança de manter aceso o que a muito se apagou.
Quer saber se odeio ou se amo esse contexto?
Não sei bem. Não quero saber. desconheço. Tudo o que sei é que a amo
a desejo sem razão e sem pretexto.
Ah! O que posso eu fazer? Sou uma eterna romântica abobalhada, ainda vidrada e encantada por aquele ser.
Ainda provando a pele da morena através de vestígios de sabor que ainda repousam em meus lábios daqueles tempos em que eram válidos apenas os dias ao seu lado.
Saber bem o que se passa em mim, não sei.
O que sei, é que fui, sou e serei apaixonada, alucinada pelo vício desse amor que por tanto carreguei.
E ainda dentro de mim, para o futuro, a levarei.
Portanto, se a odeio, a amo ou a suporto, nunca saberei.
Apenas sei que odeio o amor. Mas que amo a trigueira confusa que sempre amarei.

Por Psy O.L

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Quase um segundo

Eu queria ver no escuro do mundo
Onde está o que você quer
Pra me transformar no que te agrada
No que me faça ver
Quais são as cores e as coisas pra te prender
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei
Será que você ainda pensa em mim?
Será que você ainda pensa...?

Às vezes te odeio por quase um segundo
Depois te amo mais
Teus pêlos, teu gosto, teu rosto, tudo
Tudo que não me deixa em paz
Quais são as cores e as coisas pra te prender
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei,
Será que você ainda pensa em mim?
Será que você ainda pensa...?

Compositor: Herbert Vianna
Interpretado por Cazuza no album Burguesia - 1989

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Oi

Tenho esticado a ponta de cada dedo na tentativa de ao menos raspá-los ternamente sobre os ares da inspiração na esperança de a trazer de volta.
Enquanto falhas tentativas me abordam nesse mar de palavras repetidas, vazias e sem rumos, declaro greve.
Ate encontrar palavras.
Ate reencontrar algum sentimento, sórdido ou não.
Ate achar uma outra musa inspiradora
que irá novamente, estripar meu coração.

Enquanto não a encontro,
parei de escrever.

Por Psy O.L

domingo, 29 de agosto de 2010

Covarde

Ah! Nada como refletir em um barco à deriva no oceano. As ondas se chocando levemente contra o barco, o balançar do barco, o vento, os albatrozes...
Nada como perceber que a culpa de tudo é sua. E que na verdade, esta sentindo raiva da pessoa errada. Deveria sentir raiva de si. Raiva da sua própria covardia, da estagnação em relação a uma partida. Raiva de não ter nem ao menos tentado fechar a mão pra evitar que seu lindo passarinho de belas cores, batesse as asas para longe.
Não há nada igual. Perceber que é uma pessoa fraca. Sem força de vontade. A mercê da correnteza lenta, quase parada, da vida. Não há nada igual.
Pena que eu tenha feito tudo na coragem brilhante de expor ate mesmo a cara a tapas.
E corri, quase voei correndo atrás de quem já tinha ido a muito tempo. De quem é fraco, sem força de vontade, sem coragem. Um ser completamente covarde que vive deixando a correnteza carregar um corpo quase morto.
Pena que fechei a mão com toda força pra não deixar aquele belo pássaro voar, mas ainda assim ele me escapou.
Pena que não sou um covarde. Com um outro alguém ou sem ninguém, mas covarde que não sofre.
Não teria nada igual ser um covarde que desama, foge e não chora.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Assinado, Aiko.

Rio de Janeiro, 20/10/2007.

Minha amada Kanã,

No mar fui me encontrar com a beleza de seus olhos, que nele refletem. Quem sabe mãe d'água não me devolve o sabor de seus lábios hora azedo, hora melado?
Quis sim, me entregar ao mar, donde sereia que és tu, nunca deveras ter saído. Mas saiu. E me encantou com seu canto silencioso. Agora me esvaio no mar em busca de sentir o cheiro das águas, matar minha sede em sua salina, me encontrar com sua soberania, poder afagar-me em sua eterna e dadivosa perfeição. Encantadora medusa que me envolveu em seus longos braços desnorteantes, ainda sinto seu calor atordoador, queimando, aquecendo os poros de minha pele. Fui buscar-te, medusa, no fundo daquela tela cristalina azulada, esverdeada e só hei de voltar quando reencontrar seu encanto divino.
Quanto a tua realeza carnal em terra? Não há motivos a se roer de saudade, tão pouco para se abater em culpa. Não chores linda menina-mulher que sem querer, sem saber foi colombina de meu amor pierrô. Foi colombina desse maldito pierrô em silêncio que fui. Não chores por culpa, menina inocente. Saiba minha linda Deusa em preto e branco, que este ser miserável em carne há de sorrir em alma agora. Saiba que se esta loucura de querer fazer do manto azul, o leito derradeiro de minha presença carnal, vier lhe atormentar, jogue flores ao mar. Recolherei-as maravilhada com cada pétala. Jogue cartas ao mar. Se eu não as ler mãe d'água há de cantarolá-las para mim.
Vou-me assim, meu retrato de Cleópatra, vou libertar minha alma para caminhar do inferno ao paraíso para enfim crer em Dante Alighieri, para enfim dormir sob o imenso manto de água que cobre os oceanos e por fim descansar de toda esse pouca e jovem vida sofrida. Dormirei e me aconchegarei eternamente em sua memória e me entorpecerei de sua beldade em meu sonho eterno, onde te tenho minha flor de lis, meu botão de rosa.
Estas meras palavras, direcionei a te acalmar e te fazer sorrir. Pequeno decreto que expressa o quanto exalo felicidade ao poder me equilibrar entre os cosmos no infinito azulado que cobre a todos nós. Vou brilhar entre as estrelas enquanto pulo pequenos barrancos nesses pequenos corpos celestiais antigos e brilhosos, e vou viajar à cometa, conhecer outros planetas. Lá eu hei de ser feliz.
E se escorre alguma lágrima em sua face, seque-as, pequena. Não te entristeças por mim. Não estou triste, Não vê? Estou radiante em felicidade. Então sorria comigo amazona guerreira quase minha. Divida comigo esse último sorriso. E quando enfim tiver lido esta, não me julgue suicida. Por favor não me compare a tão baixo calão. Suicidas não querem existir. Não gozam de nada e apenas se matam. Se livram de viver. Não me suicidei. Amei a vida, gozei dela a cada suspiro que me causou, meu doce anjo alado. Mas fui luxuriosa e quis conferir em alma o que em carne não se pode ver, sentir ou ter.
Assim finalizo a minha declaração em desculpas, desabafo e explicações. Pouco sei se esta estará em suas mãos ao amanhecer, monalisa de minha parede eterna, mas espero que receba esta, de algum mensageiro caridoso.
Aos companheiros de uma vida, minha breve saudade, carinhos e adeus. Aos meus laços sanguíneos, me perdoem.
Mas digo e grito para quem quiser ouvir, atei meus olhos em mar por amor, ternura, prazer, por feroz paixão que me consumiu em razão desse meu último suspiro que foi a última dose de Kanã. Entre essas doses, me embebedei, me entorpeci entre o sabor confuso daqueles beijos. Consumi cada gotícula de prazer que ousou tocar meus lábios.
Assino aqui, com meu coração devotamente apaixonado pela vida que só descobri e entendi quase e unicamente depois de encontrar Kanã. Te amei, Kanã. Lhe desejei, lhe tive, lhe perdi. Mas te amei, como continuo e sempre te amarei. De tanto amor, minha bela, morri de amor.
Sentirei eternas saudades dessa sua pele, que já ardem em mim.

Assinado, Aiko.

- Trecho do livro 'Entre doses de kanã'

Por Psy O.L

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Era o que eu queria

Olhe como estão vagas essas minhas palavras e falas montadas. Veja bem como falta em cada frase um conteúdo plausível a ponto de prender a atenção de um qualquer se quer. E é o que eu quero. Pois não quero que leiam minhas tristezas, minhas angustias, dores e saudades. Meus prantos em meio a rimas ordenadas em deixas forçadas. Não as lerão mais. Não as tenho mais.
Era o que eu queria.
Agora falta-me estro para cada texto. Inspiração para cada canção. Falta-me sentir o 'faltar'do seu 'eu' em mim. Há agora somente a ausência da ânsia incontrolável que cada dedo tinha vontade de dizer. Não dactilografam mais. Não digitam. Não escrevem. Só repousam e dormem no feliz vazio salutar que é não ter a trigueira imagem de semi-deusa rondando no meu pensar. Era meu penar! E penei... quando aqueles olhos de melado eu revia de olhos fechados sorrindo pra mim. E berrei esmurrando a parede de saudade que senti a cada vez que os olhos fechei e relembrei o beijo, o toque, o amor que não ganhei, mas vivenciei. E perdi. Como todo prazer que ainda rondava em minha mente atordoando, massacrando o peito que chorava de saudade. Ele não chora mais.
Era o que eu queria.
Não ter mais a lembrança. Não pensar mais no que fazer pra não lembrar, pois já não lembro do amor que não vi passar. Passou. E só. Deixou-me, deixou-lhe e se perdeu no espaço de tempo do passado, que por Deus! Quero nunca mais tocar. Quero nunca mais abrir a caixa de pandora que por descuido abri. Sem notar. Machucou. Doeu a cada tapa que a realidade me deu. Esses, que estalados, deixaram marcas que nenhuma cirurgia plástica vai tirar. Cicatrizes profundas que olho nenhum consegue ver. Mas que se olharem nas palavras que meu dedos gritaram, vão entender. Imaginar um pouco do que senti enquanto a estupidez de meu 'eu' insistia em a querer. Acabou. Frases, textos e poemas. Morreu o estro que existia por culpa de um falso 'eu' seu.
Era o que eu queria. Apesar de ser o que eu mais temia.
Não mais escrevo as lágrimas que escorria.
Era o que eu mais queria.
Não mais lembrar, não relembrar, mesmo que ainda a amar.

Por Psy O.L

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Meu amor,

Ah, meu amor, quero saber quando você vai voltar.
Esses dias longos sem você aqui tem sido um inferno.
Sabe, a saudade é tanta, que aquelas novelas melodramáticas
exageradamente românticas estão começando a me fazer sentido.
Que ridículo!
Mas é.
Aqueles livros de romance infanto-juvenil, tem conseguido
me emocionar.
E aquelas músicas sobre saudade tem me feito chorar.
Então me conta amor, pra que dia marcou seu voo de volta?
Diga o horário, o portão de desembarque, qual o aeroporto...
Pois estarei lá na porta.
Para matar a saudade que de hora em hora me enforca.
Um grande abraço, pois o beijo,
quero entregar pessoalmente em seus lábios.
Até lá, imagine que esse 'eu te amo' tornou-se o tom do som da minha voz
sussurrado em seu ouvido.


Ass: Seu amor.


Por Psy O.L
Ps: O poste dá luz por cima e a mulher por baixo. E a inspiração? Enfia no c*, né?!

sábado, 24 de julho de 2010

Hoje não

Por hoje, estou dando um tempo de você.
Mas prometo que amanhã eu volto.
Como sempre.

Ps: Deligue o celular.

Por Psy O.L

domingo, 18 de julho de 2010

(in) Feliz

De fato, nossas crenças mudam com o tempo. Isso é, quando temos alguma. Exemplo: quando criança, eu acreditava em conto de fadas, mas nunca acreditei em papai noel. Vai ver que é porque essa história de um velho com saco de presente nas costas rodando o mundo em uma noite não me parecia algo interessante. Mas contos de fadas sim. Todo aquele amor, todas aquelas lindas batalhas com um final feliz.
Mas cresci. E desacreditei em príncipe e cavalos brancos. No final eu ainda acredito, mas não acreditava no feliz. Descobri a existência dele por culpa de um amor que me possuiu a quatro anos atrás. Veio e se foi tão rapidamente que não consegui nem ao menos fechar a mão pra não a deixar voar. Foi daí pra frente que descobri a felicidade porque eu a sentia, mas não sabia. E agora que o abanar das longas asas daquele anjo farsante soprou pra longe de mim a felicidade, eu passei acreditar em 'ser feliz'.
E agora vivo dentro de minha antiga teoria que diz 'Ninguém é feliz. Felicidade não existe, já que é tão breve. Já que lutamos todos os dias para sermos menos miseravelmente infelizes, só existe a infelicidade.'. Nela já nem acredito mais.
Afinal, para existir um prefixo 'in' é necessário existir o fixo.
Vivo dentro dessa teoria, lutando sempre pra ser um ser menos 'inho'. Ainda que não acreditando mais. E desiludida feito criança que descobre que as patinhas de coelhos no quintal, são feitas com batata e tinta.
De fato, ainda a amo. Como sempre fiz e farei.
Mas cansei, e quero um basta de mim.
Final, eu já tive.
Assassinato a mim.
Esse é o meu final que não acaba.
Final(in)feliz...

Por Psy O.L

Ligação

As vezes é como se não estivesse na minha mente
Mas as vezes é como se não saísse dela,
nem por um instante se quer.
Entendi isso quando vi aquele número tocando.
Sabe, era quase de manhã, e ela fez meu dia
escurecer de novo.
9*** tocando e eu olhando pro céu observando
os pedaços dele cair sobre minha cabeça.
***1 e o desespero me tomou por completa.
Então, como de costume, chorei quando já em baixo
do teto que me é abrigo
E todos pensaram: Lá vem a bêbada
com seus delírios sentimentais!
Mas não era a bêbada.
Não a que tinha bebido,
farreado, dançado e curtido toda à noite.
Era em prantos, a parte sóbria, sentimental
gritando, se esticando e rasgando
meu eu, para sair de mim.
Era a parte que doía,
que queria atender, mas não atendeu.
Era a parte que quis dizer 'Oi',
mas adormeceu.


Por Psy O.L

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Não me canso

É... Eu estou vendo a mobilidade zero do meu corpo.
Estou vendo a estabilidade do meu eu, no instável espaço do tempo.
Assim como vejo as imagens embaçarem, ainda que com as fundas lentes do óculos, que inutilmente se apoia em meu rosto. Óculos. Mais um instrumento inepto a fazer esse embace parar. Nem se coçar ou esfregar, meus olhos melhoram. As lágrimas renascem sempre depois de eu as secar. Insistentes, correm pelo meu rosto enquanto observo aquele corpo se afastar. Aquela silhueta do corpo que eu via a imagem, depois o esboço no horizonte. Agora só enxergo uma breve penumbra se mover ao longe e logo não verei mais nada. Ninguém.
E ainda assim estarei parada num espaço de tempo inabitável. Passado. Relembrando tudo que fez sorrir, ainda que por pouco, meu eterno triste olhar. Viverei eternamente de lembranças e falsas esperanças, eu sei. Mas o que farei? Apenas consigo relembrar e esperar nos pensamentos que deveriam devagar no planeamento de um futuro, mas que vaga entre o sórdido passado triste, porem extasiantemente feliz, que tive ao lado daquela famosa atriz.
E não me livro. Nem me protejo desse martire. Na verdade, ate me entretenho quando tenho um tempo vago. E escrevo. Uma prosa, uma cronica, um poema, um livro. E me entristeço. Choro, coro o rosto molhado e me apavoro. Enfim, me canso. Silencio-me e durmo ao zumbir do ventilador. Descanso. E no outro dia me vejo em um passado mais distante. Porque ainda a amo. E disso realmente, não me canso.


Por Psy O.L

quarta-feira, 7 de julho de 2010

20 anos sem Agenor de Miranda Araújo Neto



"(...) O poeta não morreu, foi ao inferno e voltou
Conheceu os jardins do Éden e nos contou
Mas quem tem coragem de ouvir
Amanheceu o pensamento
Que vai mudar o mundo com seus moinhos de vento
Mas quem tem coragem de ouvir
Amanheceu o pensamento
Que vai mudar o mundo com seus moinhos de vento.
"

- Frejat/Barão vermelho - O poeta ainda esta vivo

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Medo

Segredo mesmo não tenho. Mas tenho medo e só medo.
Medo, sim. Puro receio. É medo do dia, da noite, da falta que faz o que nem sei direito.
Medo do ontem do hoje, do mundo. Medo de respirar e não aspirar oxigênio, de viver vagamente numa existência nula. Até mesmo tenho medo de temer.
Esse medo tem estragado meu eu. Estragado em mim o que deveria ser seu. Mas entenda, sem medo eu daria-me facilmente a cada sutil conduzir de qualquer brisa, esvairia-me de graça como águas descendo em riachos. Seria sem querer, eu diria, mas sem medo daria-me na verdade por puro querer.
Entretanto, por esse medo eu morria de medo de amar ainda que amando loucamente como eu amo cada partícula de cada amor que amo demais.
Receio mais que anseio me entregar a seja lá quem ou o que for.
Estremeço ao minha mente cair num arrogante mergulho nas lembranças que álcool nenhum conseguiu apagar.
Medo, meu. Medo de mim.
Medo de você, dos coadjuvantes da historia da minha vida que caminha em direcção ao fim.
Medo da dor física, temporária, psicológica ou natural.
Medo por medo que travou meus passos no espaço do medo.

Eu não tinha o que escrever pois dei férias a minha inspiração e ao pouco talento.
beijos.


Por Psy O.L

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Soneto do teu corpo

Juro beijar teu corpo sem descanso
Como quem sai sem rumo prá viagem.
Vou te cruzar sem mapa nem bagagem,
Quero inventar a estrada enquanto avanço.

Beijo teus pés, me perco entre teus dedos.
Luzes ao norte, pernas são estradas
Onde meus lábios correm a madrugada
Pra de manhã chegar aos teus segredos.

Como em teus bosques. Bebo nos teus rios.
Entre teus montes, vales escondidos,
Faço fogueiras, choro, canto e danço.

Línguas de lua varrem tua nuca,
Línguas de sol percorrem tuas ruas.
Juro beijar teu corpo sem descanso

- Leoni