Olhe como estão vagas essas minhas palavras e falas montadas. Veja bem como falta em cada frase um conteúdo plausível a ponto de prender a atenção de um qualquer se quer. E é o que eu quero. Pois não quero que leiam minhas tristezas, minhas angustias, dores e saudades. Meus prantos em meio a rimas ordenadas em deixas forçadas. Não as lerão mais. Não as tenho mais.
Era o que eu queria.
Agora falta-me estro para cada texto. Inspiração para cada canção. Falta-me sentir o 'faltar'do seu 'eu' em mim. Há agora somente a ausência da ânsia incontrolável que cada dedo tinha vontade de dizer. Não dactilografam mais. Não digitam. Não escrevem. Só repousam e dormem no feliz vazio salutar que é não ter a trigueira imagem de semi-deusa rondando no meu pensar. Era meu penar! E penei... quando aqueles olhos de melado eu revia de olhos fechados sorrindo pra mim. E berrei esmurrando a parede de saudade que senti a cada vez que os olhos fechei e relembrei o beijo, o toque, o amor que não ganhei, mas vivenciei. E perdi. Como todo prazer que ainda rondava em minha mente atordoando, massacrando o peito que chorava de saudade. Ele não chora mais.
Era o que eu queria.
Não ter mais a lembrança. Não pensar mais no que fazer pra não lembrar, pois já não lembro do amor que não vi passar. Passou. E só. Deixou-me, deixou-lhe e se perdeu no espaço de tempo do passado, que por Deus! Quero nunca mais tocar. Quero nunca mais abrir a caixa de pandora que por descuido abri. Sem notar. Machucou. Doeu a cada tapa que a realidade me deu. Esses, que estalados, deixaram marcas que nenhuma cirurgia plástica vai tirar. Cicatrizes profundas que olho nenhum consegue ver. Mas que se olharem nas palavras que meu dedos gritaram, vão entender. Imaginar um pouco do que senti enquanto a estupidez de meu 'eu' insistia em a querer. Acabou. Frases, textos e poemas. Morreu o estro que existia por culpa de um falso 'eu' seu.
Era o que eu queria. Apesar de ser o que eu mais temia.
Não mais escrevo as lágrimas que escorria.
Era o que eu mais queria.
Não mais lembrar, não relembrar, mesmo que ainda a amar.
Por Psy O.L
" Como é estranha a natureza, morta dos que não têm dor. Como é estéril a certeza de quem vive sem amor, sem amor!" - Completamente blue - Cazuza
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Meu amor,
Ah, meu amor, quero saber quando você vai voltar.
Esses dias longos sem você aqui tem sido um inferno.
Sabe, a saudade é tanta, que aquelas novelas melodramáticas
exageradamente românticas estão começando a me fazer sentido.
Que ridículo!
Mas é.
Aqueles livros de romance infanto-juvenil, tem conseguido
me emocionar.
E aquelas músicas sobre saudade tem me feito chorar.
Então me conta amor, pra que dia marcou seu voo de volta?
Diga o horário, o portão de desembarque, qual o aeroporto...
Pois estarei lá na porta.
Para matar a saudade que de hora em hora me enforca.
Um grande abraço, pois o beijo,
quero entregar pessoalmente em seus lábios.
Até lá, imagine que esse 'eu te amo' tornou-se o tom do som da minha voz
sussurrado em seu ouvido.
Ass: Seu amor.
Por Psy O.L
Ps: O poste dá luz por cima e a mulher por baixo. E a inspiração? Enfia no c*, né?!
Esses dias longos sem você aqui tem sido um inferno.
Sabe, a saudade é tanta, que aquelas novelas melodramáticas
exageradamente românticas estão começando a me fazer sentido.
Que ridículo!
Mas é.
Aqueles livros de romance infanto-juvenil, tem conseguido
me emocionar.
E aquelas músicas sobre saudade tem me feito chorar.
Então me conta amor, pra que dia marcou seu voo de volta?
Diga o horário, o portão de desembarque, qual o aeroporto...
Pois estarei lá na porta.
Para matar a saudade que de hora em hora me enforca.
Um grande abraço, pois o beijo,
quero entregar pessoalmente em seus lábios.
Até lá, imagine que esse 'eu te amo' tornou-se o tom do som da minha voz
sussurrado em seu ouvido.
Ass: Seu amor.
Por Psy O.L
Ps: O poste dá luz por cima e a mulher por baixo. E a inspiração? Enfia no c*, né?!
sábado, 24 de julho de 2010
Hoje não
Por hoje, estou dando um tempo de você.
Mas prometo que amanhã eu volto.
Como sempre.
Ps: Deligue o celular.
Por Psy O.L
Mas prometo que amanhã eu volto.
Como sempre.
Ps: Deligue o celular.
Por Psy O.L
domingo, 18 de julho de 2010
(in) Feliz
De fato, nossas crenças mudam com o tempo. Isso é, quando temos alguma. Exemplo: quando criança, eu acreditava em conto de fadas, mas nunca acreditei em papai noel. Vai ver que é porque essa história de um velho com saco de presente nas costas rodando o mundo em uma noite não me parecia algo interessante. Mas contos de fadas sim. Todo aquele amor, todas aquelas lindas batalhas com um final feliz.
Mas cresci. E desacreditei em príncipe e cavalos brancos. No final eu ainda acredito, mas não acreditava no feliz. Descobri a existência dele por culpa de um amor que me possuiu a quatro anos atrás. Veio e se foi tão rapidamente que não consegui nem ao menos fechar a mão pra não a deixar voar. Foi daí pra frente que descobri a felicidade porque eu a sentia, mas não sabia. E agora que o abanar das longas asas daquele anjo farsante soprou pra longe de mim a felicidade, eu passei acreditar em 'ser feliz'.
E agora vivo dentro de minha antiga teoria que diz 'Ninguém é feliz. Felicidade não existe, já que é tão breve. Já que lutamos todos os dias para sermos menos miseravelmente infelizes, só existe a infelicidade.'. Nela já nem acredito mais.
Afinal, para existir um prefixo 'in' é necessário existir o fixo.
Vivo dentro dessa teoria, lutando sempre pra ser um ser menos 'inho'. Ainda que não acreditando mais. E desiludida feito criança que descobre que as patinhas de coelhos no quintal, são feitas com batata e tinta.
De fato, ainda a amo. Como sempre fiz e farei.
Mas cansei, e quero um basta de mim.
Final, eu já tive.
Assassinato a mim.
Esse é o meu final que não acaba.
Final(in)feliz...
Por Psy O.L
Mas cresci. E desacreditei em príncipe e cavalos brancos. No final eu ainda acredito, mas não acreditava no feliz. Descobri a existência dele por culpa de um amor que me possuiu a quatro anos atrás. Veio e se foi tão rapidamente que não consegui nem ao menos fechar a mão pra não a deixar voar. Foi daí pra frente que descobri a felicidade porque eu a sentia, mas não sabia. E agora que o abanar das longas asas daquele anjo farsante soprou pra longe de mim a felicidade, eu passei acreditar em 'ser feliz'.
E agora vivo dentro de minha antiga teoria que diz 'Ninguém é feliz. Felicidade não existe, já que é tão breve. Já que lutamos todos os dias para sermos menos miseravelmente infelizes, só existe a infelicidade.'. Nela já nem acredito mais.
Afinal, para existir um prefixo 'in' é necessário existir o fixo.
Vivo dentro dessa teoria, lutando sempre pra ser um ser menos 'inho'. Ainda que não acreditando mais. E desiludida feito criança que descobre que as patinhas de coelhos no quintal, são feitas com batata e tinta.
De fato, ainda a amo. Como sempre fiz e farei.
Mas cansei, e quero um basta de mim.
Final, eu já tive.
Assassinato a mim.
Esse é o meu final que não acaba.
Final(in)feliz...
Por Psy O.L
Ligação
As vezes é como se não estivesse na minha mente
Mas as vezes é como se não saísse dela,
nem por um instante se quer.
Entendi isso quando vi aquele número tocando.
Sabe, era quase de manhã, e ela fez meu dia
escurecer de novo.
9*** tocando e eu olhando pro céu observando
os pedaços dele cair sobre minha cabeça.
***1 e o desespero me tomou por completa.
Então, como de costume, chorei quando já em baixo
do teto que me é abrigo
E todos pensaram: Lá vem a bêbada
com seus delírios sentimentais!
Mas não era a bêbada.
Não a que tinha bebido,
farreado, dançado e curtido toda à noite.
Era em prantos, a parte sóbria, sentimental
gritando, se esticando e rasgando
meu eu, para sair de mim.
Era a parte que doía,
que queria atender, mas não atendeu.
Era a parte que quis dizer 'Oi',
mas adormeceu.
Por Psy O.L
Mas as vezes é como se não saísse dela,
nem por um instante se quer.
Entendi isso quando vi aquele número tocando.
Sabe, era quase de manhã, e ela fez meu dia
escurecer de novo.
9*** tocando e eu olhando pro céu observando
os pedaços dele cair sobre minha cabeça.
***1 e o desespero me tomou por completa.
Então, como de costume, chorei quando já em baixo
do teto que me é abrigo
E todos pensaram: Lá vem a bêbada
com seus delírios sentimentais!
Mas não era a bêbada.
Não a que tinha bebido,
farreado, dançado e curtido toda à noite.
Era em prantos, a parte sóbria, sentimental
gritando, se esticando e rasgando
meu eu, para sair de mim.
Era a parte que doía,
que queria atender, mas não atendeu.
Era a parte que quis dizer 'Oi',
mas adormeceu.
Por Psy O.L
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Não me canso
É... Eu estou vendo a mobilidade zero do meu corpo.
Estou vendo a estabilidade do meu eu, no instável espaço do tempo.
Assim como vejo as imagens embaçarem, ainda que com as fundas lentes do óculos, que inutilmente se apoia em meu rosto. Óculos. Mais um instrumento inepto a fazer esse embace parar. Nem se coçar ou esfregar, meus olhos melhoram. As lágrimas renascem sempre depois de eu as secar. Insistentes, correm pelo meu rosto enquanto observo aquele corpo se afastar. Aquela silhueta do corpo que eu via a imagem, depois o esboço no horizonte. Agora só enxergo uma breve penumbra se mover ao longe e logo não verei mais nada. Ninguém.
E ainda assim estarei parada num espaço de tempo inabitável. Passado. Relembrando tudo que fez sorrir, ainda que por pouco, meu eterno triste olhar. Viverei eternamente de lembranças e falsas esperanças, eu sei. Mas o que farei? Apenas consigo relembrar e esperar nos pensamentos que deveriam devagar no planeamento de um futuro, mas que vaga entre o sórdido passado triste, porem extasiantemente feliz, que tive ao lado daquela famosa atriz.
E não me livro. Nem me protejo desse martire. Na verdade, ate me entretenho quando tenho um tempo vago. E escrevo. Uma prosa, uma cronica, um poema, um livro. E me entristeço. Choro, coro o rosto molhado e me apavoro. Enfim, me canso. Silencio-me e durmo ao zumbir do ventilador. Descanso. E no outro dia me vejo em um passado mais distante. Porque ainda a amo. E disso realmente, não me canso.
Por Psy O.L
Estou vendo a estabilidade do meu eu, no instável espaço do tempo.
Assim como vejo as imagens embaçarem, ainda que com as fundas lentes do óculos, que inutilmente se apoia em meu rosto. Óculos. Mais um instrumento inepto a fazer esse embace parar. Nem se coçar ou esfregar, meus olhos melhoram. As lágrimas renascem sempre depois de eu as secar. Insistentes, correm pelo meu rosto enquanto observo aquele corpo se afastar. Aquela silhueta do corpo que eu via a imagem, depois o esboço no horizonte. Agora só enxergo uma breve penumbra se mover ao longe e logo não verei mais nada. Ninguém.
E ainda assim estarei parada num espaço de tempo inabitável. Passado. Relembrando tudo que fez sorrir, ainda que por pouco, meu eterno triste olhar. Viverei eternamente de lembranças e falsas esperanças, eu sei. Mas o que farei? Apenas consigo relembrar e esperar nos pensamentos que deveriam devagar no planeamento de um futuro, mas que vaga entre o sórdido passado triste, porem extasiantemente feliz, que tive ao lado daquela famosa atriz.
E não me livro. Nem me protejo desse martire. Na verdade, ate me entretenho quando tenho um tempo vago. E escrevo. Uma prosa, uma cronica, um poema, um livro. E me entristeço. Choro, coro o rosto molhado e me apavoro. Enfim, me canso. Silencio-me e durmo ao zumbir do ventilador. Descanso. E no outro dia me vejo em um passado mais distante. Porque ainda a amo. E disso realmente, não me canso.
Por Psy O.L
quarta-feira, 7 de julho de 2010
20 anos sem Agenor de Miranda Araújo Neto

"(...) O poeta não morreu, foi ao inferno e voltou
Conheceu os jardins do Éden e nos contou
Mas quem tem coragem de ouvir
Amanheceu o pensamento
Que vai mudar o mundo com seus moinhos de vento
Mas quem tem coragem de ouvir
Amanheceu o pensamento
Que vai mudar o mundo com seus moinhos de vento."
- Frejat/Barão vermelho - O poeta ainda esta vivo
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